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| ASSEMBLEIA APROVA PROPOSTA DE REAJUSTE POR UNANIMIDADE A assembleia da última terça-feira (23/02) aprovou por unanimidade a proposta de acordo com reajuste de 10% para quem ganha o piso salarial e 5,15% para os salários acima do piso, na capital e no interior. O ganho real para quem ganha o piso é de 5,66% e pouco mais de 1% para os demais. A data base da categoria muda de 1° de janeiro para 1° de abril. Para Paulo Abdala, diretor executivo da CUT-Bahia, a greve que conquistou esse percentual foi um difícil processo de aprendizado. Os patrões tinham preocupação com o poder de fogo dos radialistas. Mesmo assim, é preciso saber quando sair do enfrentamento para que não aconteça o desgaste do sindicato. A diretoria do Sinterp foi parabenizada já que o processo foi bastante positivo da maneira como se deu. Segundo Abdala, os sindicalistas foram verdadeiros heróis comandando essa greve e dando visibilidade a ela. Ele também mencionou a necessidade de ampliar a participação no movimento para que da próxima vez o reajuste seja ainda melhor. Os radialistas abdicaram da festa para estarem na militância, o que tornou o fato ainda mais importante. Ele ainda afirmou que essa proposta é fruto da mobilização dos trabalhadores. É uma negociação que satisfaz temporariamente, mas estrategicamente é preciso avançar nas reivindicações da categoria. Quase todos os sindicatos têm vivenciado a carência de uma base mais coesa. É preciso investir na formação política e sindical das pessoas. A direção do Sinterp acredita que os radialistas depositaram confiança no sindicato e este tinha a obrigação de honrar o compromisso. Os patrões disseram que não passariam de 4% e tiveram que ceder à pressão da categoria. Os apoiadores acharam que o movimento era firme e coeso. Tudo foi conseguido na raça, enfrentando todas as dificuldades. É o momento de celebração de uma grande vitória que conquistamos todos juntos. O radialista Antônio Santana lembrou que o sindicato ou qualquer companheiro poderiam contar com ele quando precisassem. “Sou amigo dentro e fora da batalha. Mas temos que prestar atenção e reforçar a base do nosso sindicato”, ressaltou. Natanael Francisco dos Santos, do Grupo de Trabalho da Anistia do Sindicato dos Químicos e Petroleiros, falou sobre a necessidade de dar formação sindical e política aos companheiros para que eles possam participar mais assiduamente dos movimentos. Elogiou o avanço, já que a proposta começou em 4% e subiu para 10%. Todos os participantes avaliaram positivamente o movimento grevista, pois a categoria está se vendo de outra maneira, com uma moral superior à que tinha antes. “O reajuste é fruto da nossa luta e temos que nos orgulhar disso. Foi por isso que aprovamos a proposta”, afirmaram os radialistas. As conquistas devem ser reconhecidas e quanto mais árduas, mais valor elas passam a ter. Cada centavo do reajuste foi batalhado, pois os patrões queriam dar muito pouco no início, só o suficiente para compensar a inflação. Foi uma luta conseguir 1% de ganho real para quem ganha acima do piso. Mas sabemos que com mais adesão do interior do estado, esse valor poderia ter sido maior. O comando da greve esclarece que o aumento não é automático. Para arrancar aumento real dos empresários, um sindicato precisa demonstrar mobilização e força. Não há milagres. O aumento só foi possível graças ao esforço da direção do sindicato e da resposta positiva dos trabalhadores e trabalhadoras da capital, principalmente da rede Record e da TV Bahia que aderiram ao movimento 100%. Sem mobilização não há avanço, não pode haver conquistas. Demos um passo de gigante ao fazer uma greve bem sucedida na capital com benefícios também para o interior. Os companheiros(as) da capital demonstraram coragem e confiança no seu sindicato. Agora, resta-nos saber o quanto os companheiros(as) do interior estão dispostos a fazer para contribuir com a luta para garantia e manutenção dos seus direitos. Não nos enganemos, foi uma vitória maiúscula. Para ir mais longe, cada um(a) precisa refletir e fazer a sua parte para conseguirmos evoluir nos ganhos econômicos e sociais. Podemos dizer que recebemos no final do mês o preço do nosso empenho e da nossa dedicação para manter esse valor ou aumentá-lo. Lutamos e agora aprovamos a proposta que atesta a vitória da nossa luta. |
| Criado em 19/04/2010. << Voltar Esta é uma versão otimizada para celulares. Acesse o site completo aqui |
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